Materiais/Matérias Primas (Papel)

 

                     5.1 - O papel

                           5.1.1 - Fabrico artesanal do papel                           

                           5.1.2 - Fabrico industrial do papel                           

                           5.1.3 - Propriedades do papel

                           5.1.4 - Aplicações do papel

                                    5.1.4.1 - Dobragens

                                    5.1.4.2 - Recortes

                                    5.1.4.3- Colagens

                                    5.1.4.4 - Embalagens

                                    5.1.4.5 - Fantoches

                        5.2 - Impressão

                              5.2.1 - Linóleo

                              5.2.2 - Serigrafia

                        5.3 - Encadernação

                    

     

 

O papel

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As primeiras tentativas feitas pelo homem para escrever foram nas paredes das cavernas rochosas que lhes serviam de habitação, pintura rupestre.

 
A primeira escritura pictográfica conhecida é atribuída aos Sumérios. Os testemunhos mais antigos conservados  e trazidos até nós datam de IV-III milénio AC. Os Sumérios e as civilizações que lhes sucederam na Mesopotamia (Acadios, Assirios; Babilónios) utilizaram placas de argila e cera como suporte da escrita.

 
 

O Pergaminho surge na Itália na cidade de Pérgamo e era feito com peles de animais ( cabras, carneiros, vitelas, etc.) que curtidas e preparadas eram utilizadas para escrever. Ainda hoje se utiliza este material. Diplomas de Curso e documentos importantes como sejam tratados entre estados são redigidos em pergaminho.
 
O Papiro é uma planta que nasce nas margens do rio Nilo no Egipto. O caule desta planta era cortado em tiras finas que depois de entrelaçadas e batidas para lhe dar consistência ,eram utilizadas para escrever.

 

Oficialmente, o papel foi fabricado na China , no ano de 105, por TsAi Lun que fragmentou numa tina com água a ferver, cascas de amoreira, pedaços e bambu, roupas usadas e cal para ajudar no desfibramento. A pasta resultante foi vertida em tabuleiros que depois de seca dava origem a uma folha de papel.

Este processo ainda hoje é utilizado para a fabricação de folhas de papel, chamando-se fabrico artesanal de papel.

 

Fabrico artesanal do papel

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Nós também podemos fazer papel novo aproveitando o velho. Esta experiência foi realizada pelos alunos do 1º Ciclo da Escola Básica de Eirol pertencentes ao Agrupamento das Escola de Eixo - Aveiro, no ano lectivo de 1999/2000.

" RECICLÁMOS PAPEL ", de lixo fizemos novo.

1 - É necessário a construção de dois quadros em madeira com a medida da folha que se pretende.

2 - Um dos quadros é forrado com rede muito fina ou com tecido fino.

3 - O outro fica só construído com a madeira

4 - É necessária uma bacia, dois panos absorventes e uma placa de contraplacado com as medidas dos quadros de madeira.
5 - Utilizando as nossas mãos rasgamos o papel a reciclar em pedaços muito pequenos e metemo-los dentro da bacia.

6 - O papel cortado é introduzido dentro de um balde com água, algum vinagre e um pouco de detergente da loiça ou lixívia. O vinagre retarda o apodrecimento da pasta de papel e o detergente ou a lixívia serve para branquear a pasta.
7 - Com a ajuda de uma varinha mágica, tritura-se o papel até obter uma pasta muito fina e bastante fluída.

8 - O quadro sem rede deve sobrepor o quadro com rede.

9 - Os dois são mergulhados dentro da pasta que deve estar sempre muito homogénea.

 

10 - Ao retirar os quadros de dentro da bacia, fica depositado no seu interior uma camada de pasta.

11 - O pano absorvente já deve estar preparado em cima da placa de contraplacado.

12 - Retira-se o quadro de madeira superior, ficando a pasta assente em cima do quadro com a rede.
13 - Volta-se o quadro em cima do pano absorvente com a pasta virada para baixo, e ela fica ali depositada.

14 - Com o segundo pano retira-se o excesso de água aproveitando para calcar um bocadinho.

15 - Passado algum tempo retira-se a folha reciclada.

16 - As folhas são colocadas num local arejado para secarem.

17 - Após a secagem temos o nosso trabalho finalizado
 

Fabrico industrial do papel

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O papel obtém-se a partir da transformação da pasta celulósica e esta vem da madeira do eucalipto ou do pinheiro.

 

A madeira é reduzida a pequenos pedaços e misturada com muita água, sofre um processo de cozedura que a reduz a uma pasta muito fina, entra para a máquina de fabricação do papel que é constituída por três partes, uma inicial húmida, outra de prensagem e a ultima de secagem.

 

 

Propriedades do papel

 

O papel tem como propriedades, a espessura que é medida pela grossura de cada folha, a gramagem que é o peso obtido por metro quadrado de papel, a textura que é a característica da superfície do papel, a resistência em que os mais finos geralmente são os mais frágeis e cor que é muita e muito variada havendo para todos os gostos.

 

Aplicações do papel

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Se observarmos à nossa volta verificamos que no nosso dia a dia usamos muitos objectos feitos de papel. Ele faz parte da nossa vida e dificilmente vivemos sem ele.

Dobragens

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ORAGAMI ou dobragem de papel é uma arte japonesa muito antiga:
Copo:

1 - Partindo de um quadrado de papel, dobra-se este segundo a sua diagonal.

2 - Definimos os pontos de encontro da dobragem lateral.

3 - Desloca-se as pontas para os pontos anteriormente definidos.

4 - Dobra-se e vinca-se.

5 - Finalmente dobra-se as partes de cima sobre as laterais  e obtemos o copo.

Peixe:

1 - Dobra-se a folha quadrada de papel segundo as diagonais.

2 - Com a folha dobrada sobre uma diagonal obtemos um triângulo, este transforma-se num quadrado mais pequeno, Fig 2 e 3.

3 - As suas pontas são ajustadas de modo a formarem um bico e dobra-se aparte de baixo sbre estes, fig 4, 5, 6.

4 - Dobramos segundo a fig 6 e cortamos, fig 7 e 8.

5 - Dobramos para formar a cauda do peixe fig. 9 e 10

Cabeça do cocas:

1 - Partido de uma folha rectangular  dobra-se ao meio fig. 1.

2 - Torna-se a dobrar mas uma meia folha para cada lado, fig.2

3 - Abre-se meia folha e forma-se os cantos, fig. 3,4 e 5.

4 - Obtemos um barco fig. 6.

5 - cortamos a lateral e dobramos fig. 7, 8, e 9.

 

Recortes

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Recortar significa cortar o papel com formas e contornos pré-definidos. É uma técnica e com ela consegue-se figuras simples e complexas e obter motivos decorativos. O instrumento de trabalho mais utilizado é a tesoura.

 

Colagens

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"avião moderno - coelho dias"

Colar é unir duas partes de determinado material, com cola. É uma técnica e há variados tipos de cola em função do trabalho que queremos executar.

O recorte e a colagem andam associados na criação de obras de arte.

"borboleta - coelho dias"

 

Embalagens

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Para conter ou proteger um produto ou um objecto usamos embalagens. Hoje a embalagem é mais que uma caixa, ela é pensada em função do produto a que se destina. A sua forma e funcionalidade são objecto de estudos aprofundados, design.

 

Embalagem

Planificação da embalagem

Planificação do cubo

Planificação do paralelepípedo

 

Fantoches

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O termo <<fantoche>>deriva das marionetas. Os bonecos são normalmente manipulados por uma pessoa ou várias que representam as personagens.

 
Construção de um fantoche:

1 - Para a preparação da pasta de papel, colocamos dentro de uma bacia com água quente, pedacinhos pequenos de papel de jornal, juntamos algumas gotas de vinagre e passado algum tempo reduzimos a mistura a uma pasta fina. Podemos usar a varinha mágica.

2 - A pasta muito fina é retirada com as mãos de dentro da bacia e pressionando-a retiramos o máximo que pudermos de água.
3 - Numa bacia sem água vamos amassar a pasta com cola de madeira e farinha de trigo até ela apresentar uma boa plasticidade. Esta está pronta quando não se colar aos dedos.

4 - Com uma meia e areia formamos uma bola do tamanho da cabeça do nosso boneco.
5 - Colocamos um pau por dentro e atamos muito bem.

6 - Colocamos a nossa base de trabalho dentro da garrafa e estamos em condições de iniciar o nosso trabalho. A partir de agora a imaginação e a criatividade ditarão o final da nossa obra de arte.
7 - Depois de secar, retira-se o pau e a areia e estamos prontos para a pintura.

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Impressão

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Imprimir consiste em reproduzir imagens ou texto sobre um suporte por meio de pressão. Gutenberg, 1436 - 1444, na Alemanha, inventou a primeira forma de tipografia mecanizada. A invenção da imprensa foi determinante para o progresso da época, o livro deixou de ser um objecto raro e caro passando a chegar a um maior número de pessoas .                                                                                                                        

 

Linóleo

Linóleo é um tapete feito de juta embebido em óleo de linhaça e cortiça pulverizada, convenientemente comprimidos. Permite depois de ser trabalhada reproduzir a imagem a partir do mesmo original (matriz). A superfície do linóleo  é escavada com goivas e formões em aço, abrindo sulcos conforme o contorno do desenho. As zonas altas apanham tinta e são impressas as zona baixas não apanham tinta e aparecem a branco.

 

Serigrafia

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Serigrafia é uma técnica de impressão que permite usar várias cores na execução de um trabalho e foi criada a partir de processos de trabalho utilizados pelos chineses. Numa esquadria de madeira estica-se e prende-se um tecido de seda onde se constrói a matriz, passando o desenho directamente para a tela.

 

Encadernação

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Livro é uma obra literária ou científica, em prosa ou em verso que é constituído por  cadernos, manuscritos ou impressos, cosidos ordenadamente, formando um volume encadernado ou brochado.

 
Encadernação é a técnica de ligar solidamente uns aos outros, os cadernos ou as folhas que compõem um livro, sobrepondo-lhe uma capa resistente.

Vamos  construir e encadernar um livro:

1 - Dobrar as folhas ao meio e com a ajuda de uma dobradeira e vincar bem.

2 - Juntar as folhas dobradas em grupos de cinco, metendo-as umas dentro das outras. A este conjunto chama-se "caderno".
3 - Formam-se tantos cadernos quantos os que compõem o livro.

4 -Juntam-se os cadernos, acertam-se pela dobra e apertam-se numa prensa de encadernação, tendo o cuidado de deixar de fora a lombada cerca de três milímetros.

5 - Com a ajuda de um esquadro traçar quatro ou cinco linhas.

6 - As linhas devem ser paralelas entre si e perpendiculares à lombada.

7 - Com a ajuda de um serrote de traçar, abrir sulcos segundo a traçagem com dois milímetros de profundidade.

 8 - Corta-se dois ou três cordéis de fio norte de comprimento igual à espessura da lombada mais doze centímetros. Corta-se também fio branco, linha de coser, de comprimento igual à altura do livro multiplicado pelo número de cadernos.

9 - Assentar o primeiro caderno na mesa, com o cuidado de meter as "cordas" dentro da segunda e penúltima serrotagem, caso se tenham feito quatro. No caso de cinco serrotagens também se introduz uma corda na serrotagem do centro.

10 - Prende-se as pontas das cordas com fita cola à borda da mesa.

11 -Inicia-se a costura de cada caderno sempre de fora para dentro, passando pela parte de fora das cordas de modo a elas ficarem presas dentro das serrotagens. Esta operação é sempre terminada com o esticar da linha. Linha e corda formam uma união perfeita.

12 - Coloca-se um segundo caderno e repete-se a operação de coser, termina-se esticando-se a linha de forma à corda entrar dentro da serrotagem.
11 - A linha passa sempre por dentro dos cadernos e por cima das cordas com a ajuda de uma agulha de ponta romba através dos orifícios feitos com o serrote, termina-se unindo o primeiro ao segundo caderno dando um ponto com a linha que ficou na ponta do primeiro caderno.

 

12 - O processo de costura repete-se sempre de fora para dentro e termina-se sempre dando um ponto na costura do caderno anterior.

13 - Estamos na altura de colar as guardas do livro, são folhas dobradas ao meio e coladas na ponta com cerca de um centímetro em cima do "miolo" do livro.
14 - Esfiapam-se as pontas das cordas e colam-se em cima das guardas.

 

15 - Aplica-se cola de madeira na lombada, com o miolo do livro em cima de uma mesa ou mais correctamente preso numa prensa.

 

16 - Cola-se uma tira de papel ou gaze na lombada como reforço.

17 - Apara-se o miolo do livro numa guilhotina de forma a ficar com as dimensões desejadas.

18 - Volta à prensa para se formar o encaixe, batendo levemente com um maço ou um martelo até a lombada ficar "boleada" ou seja arredondada.
 O empaste que é a colocação das capas no livro pode-se fazer de duas maneiras, à francesa ou então pelo processo das capas soltas.
19 - Para fazer o empaste à francesa fura-se e cortam-se as "pastas" ou capas de cartão.

20 - Enfia-se a corda nos orifícios previamente feitos que vão depois de esfiapada colar por dentro ás capas.
 

21 - Com percalina ou carneira coloca-se e cola-se a lombada definitiva do livro.
 

22 - Aplica-se as forras e temos o livro pronto pelo processo do empaste à francesa.

 

23 - Pelo processo das capas soltas estas são preparadas isoladamente do miolo do livro
24 - São aplicadas a lombada e as forras formando um conjunto.

25 - Coloca-se o miolo dentro das capas e cola-se as guardas ás capas.
26 - Conclusão da encadernação pelo processo das capas soltas.

27 - O livro depois de pronto é prensado durante o tempo de secagem das colas para ficar com a sua forma final.

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