Os roteiros de exploração são como que uma ponte que se pode fazer entre uma peça de software educativo e um conjunto de objectivos pedagógicos.
Com efeito, muitos dos recursos digitais para o ensino não são auto-suficientes. Colocando os alunos em interacção com o computador, por si só, pouco proveito pedagógico se tira. Os alunos têm tendência, aliás, a correr depressa de mais o software, não 'mastigando' os desafios associados. O Roteiro de exploração, em papel ou em formato digital, 'trava' o aluno e ajuda a pesquisar, favorecendo a integração e a reflexão, no sentido de processar as eventuais aprendizagens. Tipicamente, intercalam-se instruções/dicas de natureza operacional (relacionadas com o funcionamento do programa) com questões de natureza reflexiva, para conseguir a tal 'mastigação pedagógica' do software educativo.
Podemos delinear algumas características dos Roteiros de Exploração (dificilmente se conseguem ter todas em conta – dependendo do software educativo e do contexto pedagógico):
- Conseguirem o justo equilíbrio entre a liberdade construtivista e a mínima orientação.
- Misturarem dicas de natureza operacional com outras reflexivas.
- Encorajarem a discussão.
- Terem complexidade crescente.
- Serem em papel ou em formato digital.
- Serem flexíveis, adaptando-se a vários perfis de alunos (terem várias perguntas opcionais e instruções ‘de salto’, por exemplo).
- A experiência mostra que é interessante fazer registos, em papel ou no computador, para ‘mastigar’ os assuntos e travar a (tipicamente) acelerada exploração dos alunos.
- Conterem perguntas finais de natureza mais aberta.
- Terminarem com uma actividade/proposta de preparação para apresentação de trabalhos/ideias/conclusões.
Abaixo estão exemplos de alguns roteiros de exploração.
Nota: Os Roteiros de Exploração podem ser mais ou menos orientados, mas, tendencialmente, são mais fechados do que outras estratégias pedagógicas no domínio das TIC aplicadas ao ensino, como as
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